segunda-feira, 6 de julho de 2009

OPERAÇÃO ABATE

MPF denuncia à Justiça mais nove envolvidos na Operação Abate
Entre os denunciados está um diretor do Basa


O Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) denunciou na última
sexta-feira mais nove envolvidos na Operação Abate. Segundo o MPF, o
grupo Bihl, de Mato Grosso, por intermédio de lobistas, pagava propina a
servidores públicos para conseguir empréstimos e financiamentos em
instituições públicas, para darem suporte às ações econômicas das
empresas e de outros empreendimentos de interesse da família Bihl.
O grupo Bihl é acusado de obter documentos e providências necessárias à
obtenção dos financiamentos públicos para fazer operar as empresas da
família, além de ter acesso a informações privilegiadas de órgãos da
administração pública.
As investigações da Polícia Federal apuraram que o grupo Bihl conseguiu
financiamento do Ministério da Integração Nacional, com recursos geridos
pelo Banco da Amazônia. O grupo teria recebido investimentos públicos
dando como garantia empreendimentos que já eram garantia de outros
financiamentos.
Os procuradores da República Heitor Alves Soares e Ercias Rodrigues de
Sousa acusam os envolvidos dos crimes de obter, mediante fraude,
financiamento de instituição financeira, corrupção ativa ou passiva,
formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Os denunciados são o empresário José Almiro Bihl e seus filhos Márcio
Maurílio, Paulo Roberto e José Ricardo (todos de Mato Grosso), os
lobistas Humberto Siqueira Leonetti (Rio Grande do Sul) e José Roberto
Egreja Alves da Costa (São Paulo), os servidores do Ministério da
Integração Nacional Vitorino Luis Domenech Rodriguez e Luiz Fernando
Soares Pereira, e o diretor do Banco da Amazônia Augusto Afonso Monteiro
de Barros.

Entenda o caso

Durante as investigações da Operação Abate, deflagrada no mês passado e
que apurou esquema de corrupção de servidores da Superintendência
Federal de Agricultura de Rondônia (SFA) na fiscalização de
frigoríficos, descobriu-se que dentre as empresas beneficiadas estava
o curtume Nossa Senhora Aparecida, pertencente ao grupo Bihl, de Mato
Grosso. Interceptações telefônicas e de e-mail revelaram que o grupo
possuía diversificação de empreendimentos, agindo por meio da corrupção
de servidores públicos para obter favorecimentos.

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