segunda-feira, 24 de agosto de 2009

HANSENÍASE NA AMAZÔNIA

Belém sedia encontro de avaliação da hanseníase na Amazônia

Agência Pará

Com o objetivo de fortalecer a gestão descentralizadora e definir ações estratégicas, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde realizará, em Belém, a Reunião de Avaliação e Planejamento dos Programas Estaduais de Controle da Hanseníase na Amazônia Legal.

A partir desta terça-feira (25), no hotel Gold Mar, gerentes estaduais e municipais de programas de controle da hanseníase de oito estado e parceiros governamentais e não governamentais irão discutir a situação atual da hanseníase na Amazônia Legal, além de abordar temas como mobilização social, política de comunicação e educação e estratégias de ações.

De acordo com a portaria SVS/MS Nº 5 de 21 de fevereiro de 2006, todo caso confirmado de hanseníase é de notificação obrigatória das autoridades locais de saúde e deverá ser feita a investigação epidemiológica, que consiste na vigilância dos contatos, prevenção de incapacidades e monitoramento das reações.

O Pará apresenta coeficientes de detecção e prevalência de hanseníase que o caracteriza como um dos estados mais endêmicos do Brasil. Segundo o coordenador de Dermatologia Sanitária do Pará, Luiz Augusto de Oliveira, essa situação é agravada pelas características geográficas do Pará e grande mobilidade social em áreas de fronteira, exigindo estratégias específicas que visam impactar o problema da região.

Entre 1999 e 2008, no Pará, o percentual de casos novos em menores de 15 anos, apesar de ainda se manter em patamar elevado (14, 39% a 10,8%), demonstra tendência a queda gradual.

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