terça-feira, 8 de setembro de 2009

ESPÉCIE RARA ENCONTRADA NO PARÁ


Pesquisadores detectam ocorrência de espécie rara de planta insetívora

Em levantamento de novas áreas para a conservação da biodiversidade, equipe do Goeldi verificou a ocorrência no Nordeste do Pará


Durante expedição aos municípios de Mocajuba e Igarapé-Miri, no nordeste do Pará, os pesquisadores do Goeldi, Leandro Ferreira, Samuel Almeida e Luiz Carlos Lobato, observaram ocorrência de uma espécie de planta insetívora na região, cientificamente conhecida como Drosera cayennensis Sagot. Ex Diels..

A espécie é popularmente conhecida como uma planta carnívora e pode ser encontrada em vegetações abertas, como campinas, cerrados, campos de altitude. Segundo Leandro Ferreira, da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE) da instituição, o termo apropriado para esta planta é insetívora. "Ela tem pêlos recobertos com uma substância viscosa, usada para atrair e prender insetos que servem para sua alimentação, explica o pesquisador".

Além disso, a descoberta da planta Drosera cayennensis Sagot. Ex Diels na região é importante para reforçar a necessidade da preservação dessas vegetações no Pará. "Isto será possível por meio da criação de novas unidades de conservação que será proposto aos gestores públicos, por nós do Museu Goeldi", complementa o pesquisador Leandro Ferreira.

Os pesquisadores foram às cidades de Mocajuba e Igarapé-Miri para realizar inventários sobre a vegetação dos cerrados e campinas no leste do Pará. Estes inventários fazem parte do Projeto Zoneamento Ecológico-Econômico da Zona Leste e Calha Norte realizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi em parceria com a Secretaria Especial de Projetos Especiais (SEPE) do Estado do Pará.

Outras expedições já foram realizadas em alguns municípios do Pará com o objetivo de conhecer mais sobre os tipos de vegetações abertos no estado para subsidiar a criação de novas unidades de conservação. Durante as visitas aos municípios de Mocajuba e Igarapé-Miri, os pesquisadores constataram que a região está se deteriorando devido à intensa retirada de areia e seixo para a construção civil.

Segundo o pesquisador Samuel Almeida, da Coordenação de Botânica do Goeldi, a situação da vegetação de cerrados e campinas no Estado é preocupante. As vegetações que ocorrem em solo submetido a inundações periódicas, já foram, segundo Almeida, "completamente destruídas em outras regiões do Estado", como no distrito de Mosqueiro e no município da Vigia.

Agência Museu Goeldi

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