terça-feira, 24 de novembro de 2009

IBAMA FLAGRA MADEIRA ILEGAL NO PARÁ



Ibama em Breves apreende balsa carregada com 192 m³ de madeira na Resex Mapuá, no Pará

Fiscais do Ibama flagraram na sexta-feira (13/11) uma balsa carregada com 192 m³ de madeira de desmatamento no rio Aramã, dentro da Reserva Extrativista - Resex Mapuá, em Breves, na Ilha do Marajó, no Pará. Com cerca de 40 metros de comprimento, a embarcação levava dezenas de toras de espécies amazônicas, como quaruba, sucupira, angelim e cupiúba. Além da carga, a balsa, o empurrador e uma carregadeira, avaliados em R$ 500 mil, foram apreendidos. Uma serraria no município, para onde era levada a madeira ilegal, recebeu multa de R$ 115, 2 mil por comprar o produto florestal sem origem.

Esta é a quinta balsa com toras apreendida pelo Ibama na região em menos de um mês. “A madeira ilegal tem vindo de locais diferentes. Muitas foram derrubadas até com machado, o que indica a participação da população ribeirinha no crime ambiental”, diz o Chefe do Escritório Regional do órgão em Breves, Francisco Renó, que está rastreando os pontos onde houve a derrubada da floresta, dentro e fora da Resex Mapuá.

A embarcação detida há dez dias foi denunciada ao Ibama em Breves por moradores da reserva. “Não existem Planos de Manejo Florestal próximos, logo a carga só podia ser de desmatamento”, explica Renó. Com uma lancha voadeira, os fiscais interceptaram a balsa, numa ação conjunta com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Ninguém foi preso, mas a tripulação de seis homens também responde judicialmente pelo envolvimento no ilícito ambiental.

Com as apreensões das cinco balsas, mais de 2 mil m³ de toras irregularmente retiradas da Floresta Amazônica saíram do mercado ilegal. Toda a madeira, que seria suficiente para encher cerca de 100 caminhões, será destinada a obras sociais na região do Marajó, após a conclusão do processo de doação. “Queremos que tudo aconteça o mais rápido possível para que o produto do crime ambiental retorne em benefício para a sociedade”, diz Renó, que promete intensificar a fiscalização nos quase 50 mil km² da ilha.

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