segunda-feira, 23 de agosto de 2010

CRIME AMBIENTAL EM ASSENTAMENTO

Foto: Rômulo Pedrosa Neto

Ibama desfaz esquema de exploração de castanheiras em assentamento no Pará

O Ibama desbaratou na segunda-feira passada (16/08) um esquema para extração e venda de castanheiras-do-pará que funcionava a partir de um assentamento do Incra na região de Marabá, no sudeste do estado. Cinco pessoas flagradas derrubando e transportando as árvores, cujo corte é proibido por lei, foram presas e entregues à Polícia Civil. Na ação, os agentes do órgão ambiental ainda lacraram três serrarias e aplicaram R$ 176 mil em multas, além de apreender três caminhões e 453 m3 de madeira.

Os fiscais da Gerência Executiva do Ibama em Marabá chegaram na sexta-feira (13/08) à derrubada, que ocorria na reserva legal (parcela de floresta que deve ser preservada) do Assentamento 26 de Março, a cerca de 30 km da sede do município. Trinta castanheiras já haviam sido extraídas e estavam sendo retiradas da mata em caminhões pelos cinco homens. Multados em R$ 15 mil pelo corte e transporte ilegal da madeira, eles disseram que foram apenas contratados para o serviço.

Investigações realizadas durante o fim de semana na região revelaram os receptadores da madeira. Na segunda (16/08), o Ibama chegou as três serrarias denunciadas como integrantes do esquema, todas em Eldorado do Carajás, a cerca de 70 km do local da extração. Os proprietários das serrarias, que foram lacradas, acabaram multados em R$ 161 mil por funcionar sem licença e ter produto florestal ilegal em depósito. Nos pátios das
empresas, ainda foram apreendidos 453 m3 de madeira, o equivalente a 18 caminhões cheios: mais da metade do produto era de castanheiras.

Segundo o Ibama, há indícios de conivência dos colonos com o corte das castanheiras. Agora o órgão ambiental vai investigar a extensão dos ilícitos ambientais. "Inclusive os envolvidos no apoio logístico, que viabiliza a exploração ilegal da floresta, e fiscal à sua comercialização, considerando que a madeira vem sendo negociada dentro e fora do Pará", diz o gerente do
Ibama em Marabá, Roberto Scarpari.

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