quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CRIME NO CAMPO

Polícia paraense conclui inquérito sobre assassinato de líder do MST

A Polícia Civil concluiu nesta quinta-feira (16) o inquérito policial sobre o assassinato de José Valmeristo Soares, conhecido por "Caribé", um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), em Santa Luzia do Pará, região nordeste do Pará.

Ele foi morto a tiros, no último dia 3, em uma fazenda situada na zona rural do município. Quatro pessoas foram presas por determinação da Justiça sob acusação de envolvimento no homicídio. Marcos Weslley Maestri Bengtson é apontado como mandante do crime. Além de matar a vítima, eles também tentar assassinar João Batista Galdino que estava com "Caribé".

Os demais presos são Ademir Oliveira do Nasicimento, de apelido "Rato"; Pedro Jackson da Costa, conhecido por "Pedro Jack", e Orlando Nonato Brandão Sampaio Júnior, de apelido "Maranhão". Eles foram indiciados por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Todos permanecem presos com mandados de prisão preventiva decretados pelo juiz André Luiz Filo-Creão da Fonseca, da Comarca de Santa Luzia do Pará. O relatório conclusivo do inquérito foi entregue na Comarca Judiciária nesta tarde pelo delegado José Humberto Melo Júnior, da Delegacia de Santa Luzia do Pará.

As investigações correm em segredo de Justiça. No final da tarde do dia 7, Marcos Bengtson foi preso, em Belém, apontado mandante do assassinato do agricultor. Ele é gerente da fazenda. O acusado permanece preso no quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar, na capital. Ademir e Pedro Jackson foram presos no mesmo dia e estão recolhidos no Centro de Recuperação Penitenciário do Pará III (CRPP III), em Santa Izabel do Pará. Já Orlando Nonato Brandão Sampaio Júnior foi preso no dia seguinte, ao se apresentar ao delegado. Ele também está recolhido no CRPP III.

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