quarta-feira, 13 de outubro de 2010

COMBATE AO CRIME AMBIENTAL

Operação Arataú aplica R$ 52 mi em multa e embarga área de nove mil ha no Pará

Fiscais do Ibama na "Operação Arataú", que combate desde junho o desmatamento ilegal no sul do Pará, já aplicaram cerca de R$ 52 milhões em multas e apreenderam 320m³ de madeira em tora (cerca de 12 caminhões cheios), uma balsa, 16 caminhões e três tratores encontrados dentro de áreas de floresta onde havia extração ilegal de produtos florestais. Aproximadamente nove mil hectares de desmates irregulares --- o equivalente a cerca de 3,5 vezes o arquipélago de Fernando de Noronha --- também foram embargadas nos municípios de Pacajá, Portel, Novo Repartimento e Anapu.

No último domingo (10), os agentes federais flagraram uma balsa, que tinha 100m3 de madeira em tora, o equivalente a quatro caminhões cheios, entre os municípios de Portel e Pacajá. A embarcação estava atracada no igarapé Água Azul, aguardando receber ainda mais carga. “O produto irregular seria esquentado com Guias Florestais fraudadas de um Plano de Manejo da região, antes de seguir para abastecer Belém”, disse o coordenador da Operação Arataú, Marcelo Lira, que, além da madeira, apreendeu a balsa e rebocador envolvidos no crime ambiental, avaliados em R$ 500 mil. Segundo ele, o encarregado da balsa revelou que já fizera três viagens levando madeira ilegal (sem documento de origem) nos últimos dias.

“A derrubada ilegal da floresta não é interrompida nem no dia do Círio de Nazaré”, lamentou o chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama em Belém, Paulo Maués. “Apesar da Secretaria Estadual de Meio Ambiente já ter liberado a exploração de mais de 500 mil m³ (o correspondente a 20 mil caminhões cheios de madeira) o que se percebe é que continua a ocorrer a intensa exploração ilegal de madeira na região”, diz ele. Pacajá e municípios vizinhos estão entre os maiores desmatadores da Amazônia.

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