segunda-feira, 17 de agosto de 2009

FUNDO AMAZÔNIA

Foto: Edvaldo Pereira/AEF

Fundo Amazônia é apresentado em Manaus e primeiros projetos já estão sendo analisados


Agência Brasil

Até o mês novembro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) espera anunciar os primeiros projetos que irão receber os recursos do Fundo Amazônia, disse o superintendente da Área de Meio Ambiente da instituição, Sérgio Weguelin.

Em entrevista à Agência Brasil, ele informou que os estados da Amazônia começaram a submeter os projetos em julho. As inciativas estão sendo avaliadas e serão enquadradas em uma das quatro categorias previstas para receber o aporte financeiro do fundo.

O Fundo Amazônia foi criado pelo governo federal, em agosto do ano passado, e já possui R$ 200 milhões para apoiar os projetos voltados para a prevenção e o combate ao desmatamento, além da conservação e uso sustentável das áreas florestais na Amazônia.

“Fazemos um trabalho de análise e, depois, de acompanhamento dos projetos. Temos que nos certificar de que, de fato, cada iniciativa realmente irá contribuir para a sustentabilidade da região e para o fim do desmatamento”, disse.

Sérgio Weguelin esteve em Manaus para participar da segunda reunião de apresentação do Fundo Amazônia realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, Serviço Florestal Brasileiro e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Cerca de 200 pessoas, entre representantes de instituições governamentais, privadas, de ensino, de pesquisa e de organizações não-governamentais, estiveram presentes.

O evento faz parte de um ciclo de nove encontros que serão realizados até setembro em todos os estados amazônicos. O Gerente de Fomento do Serviço Florestal Brasileiro, Marco Conde, explicou que as reuniões vão ajudar os estados da Amazônia a ter acesso ao fundo. “Essas reuniões serão fundamentais para alavancar o Fundo Amazônia e permitirão que qualquer pessoa saiba qual é a porta de entrada para o fundo, que iniciativas são apoiáveis e quais documentos são necessários”, disse.

Ao criar o Fundo Amazônia, o governo federal também viabilizou a realização de iniciativas que possam contribuir com a redução das emissões de gases de efeito estufa decorrente das áreas desmatadas. Para o diretor do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires, a participação da sociedade nas reuniões tem um papel estratégico na compreensão dos aspectos relacionados às propostas que envolvem o fundo

“A intenção é que o Fundo Amazônia se constitua também num mecanismo que permita o pagamento por serviços ambientais, ou seja, que possa investir em ações que levem à manutenção desses serviços e também venham remunerar pessoas que ajudam na conservação da floresta”, afirmou.

Dados da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas revelam que, de janeiro a julho deste ano, o desmamento na Amazônia foi de 1.121 quilômetros quadrados. Os estados de Mato Grosso, do Pará e de Rondônia, respectivamente, estão no topo da lista dos que tiveram mais áreas degradadas no período.

“O Amazonas sofre uma pressão do desmamento no sul do estado, exatamente no limite com o Pará e Rondônia. Isso nos dar a certeza de que o combate ao desmamento na Amazônia depende também de ações articuladas entre todos os estados”, disse a secretária de Meio Ambiente do Amazonas, Nádia Ferreira.

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