quarta-feira, 12 de agosto de 2009

GRIPE SUÍNA ENTRE INDÍGENAS NA AMAZÔNIA

Gripe suína afeta tribo amazônica isolada no Peru

da BBC Brasil

O Ministério da Saúde do Peru confirmou que pelo menos sete membros da tribo Matsigenka, que vivem isolados na Amazônia peruana, foram contaminados com o vírus da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1).

A confirmação levou nesta quarta-feira uma organização ambiental, a Survival International, a expressar preocupação, reforçando o temor de contágio em populações isoladas e vulneráveis.

De acordo com um comunicado da ONG, as populações que vivem na área estão "particularmente vulneráveis' a doenças trazidas pelo contato com pessoas de fora 'porque têm menos imunidade, vivem na pobreza e possuem altas taxas de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardíacas".

Um pesquisador ouvido pela ONG, o professor de medicina da Universidade de Bristol Stafford Lightman, disse que o efeito da gripe suína sobre os indígenas pode ser "devastador".

As preocupações ganham mais força pelo fato de os Matsigenka manterem contatos intermitentes com outras tribos que vivem isoladas ao longo do Rio Urubamba, e que também poderiam contrair o vírus H1N1.

Povos nativos

A Survival International deu exemplos de como a pandemia tem afetado povos indígenas em outros países.

Na Austrália, por exemplo, onde os aborígenes já têm uma expectativa de vida até 20 anos mais curta que não-aborígenes, as fatalidades de nativos já correspondem a 10% do total causado pela gripe suína, disse a ONG.

Em Manitoba, uma Província do Canadá, as taxas de infecção entre os nativos chegam a 130 por 100 mil, cerca de cinco vezes e meia a taxa de não-nativos.

Apesar da confirmação de gripe suína na tribo Matsigenka, o diretor regional de Saúde de Cusco, Santiago Mendez, disse que a doença está controlada e que grande parte dos 353 pacientes diagnosticados em seu departamento já recebeu alta.

De acordo com um boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira, a gripe suína já atingiu mais de 5,7 mil pessoas no país e levou à morte de 45 pessoas.

No mundo, a doença já afeta cerca de 200 mil pessoas, matando cerca de 1,6 mil. Desses óbitos, cerca de 90 foram registrados no Brasil.

PARÁ

Ainda hoje o jornal Liberal de Belém, Pará, noticiou a morte de um indígena grávida, com suspeitas de gripe A. ana Carla Anembé, com idade entre 23 e 25 anos morreu na tarde da última segunda-feira na Maternidade da Santa Casa, em Belém.

O governo do Estado informou que foi comunicado e que dá os encaminhamentos necessários junto á Funasa para acompanhamento na aldeia dos Anembé, no município de Moju, Pará.

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