quinta-feira, 6 de maio de 2010

SANEAMENTO NA AMAZÔNIA


Estudo do Instituto Trata Brasil revela o que é feito com esgoto gerado por 72 milhões de brasileiros nas 81 maiores cidades do País.

Belém e Ananindeua aparecem entre as 10 piores do Brasil

O Brasil conseguiu melhorar o alcance da prestação dos serviços de coleta e de tratamento de esgoto com a retomada dos investimentos no setor, desde a criação do Ministério das Cidades, em 2003, mas não atingirá a universalização dos serviços sem um maior engajamento das prefeituras. Essa é a constatação do Instituto Trata Brasil que avaliou os serviços prestados em 81 cidades brasileiras, com mais de 300 mil habitantes. “São as cidades que apresentam os maiores problemas sociais decorrentes da falta dos serviços e que concentram cerca de 72 milhões de pessoas no País”, afirmou Raul Pinho, conselheiro do Instituto Trata Brasil.

O estudo revelou que entre os anos de 2003 e 2008 houve um avanço de 11,7% no atendimento de esgoto nas cidades observadas e de 4,6% no tratamento. Ainda assim são despejados no meio ambiente todos os dias 5,9 bilhões de litros de esgoto sem tratamento algum, gerados nessas localidades, contaminando solo, rios, mananciais e praias do País, com impactos diretos à saúde da população. A base de dados consultada para apontar esse avanço foi extraída do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades, e que reúne informações dos serviços de água e esgoto fornecidas espontaneamente pelas empresas prestadoras dos serviços nessas cidades. A série se encerra em 2008, sendo a última e mais atualizada informação oficial que o País dispõe, divulgada pelo Ministério das Cidades, em 29 de Março deste ano.

O ranking mostra que, no conjunto dos indicadores avaliados, estão entre as melhores cidades do País: Jundiaí (SP), primeira colocada, com operação municipal em parceria com o setor privado e população de 348 mil habitantes; Franca (SP), em segundo, com operação estadual e população de 327 mil habitantes; Niterói (RJ), em terceiro, com operação privada e população de 478 mil habitantes; Uberlândia (MG), em quarta posição, com operação municipal e população de 622 mil pessoas; Santos, litoral paulista, com operação estadual e população de 417 mil habitantes em quinta posição; Ribeirão Preto (SP), em sexta posição, com operação municipal em parceria com o setor privado e população de 558 mil pessoas; Maringá (PR), com operação estadual e população de 331 mil pessoas; Sorocaba (SP), com operação municipal e uma população de cerca de 576 mil pessoas; seguida de Brasília (DF) com população de 2,6 milhões de pessoas e operação estadual; e Belo Horizonte (MG), com 2,4 milhões de habitantes e também com operação estadual na prestação dos serviços.

As dez últimas cidades no ranking refletem a falta de investimentos nos serviços avaliados: Nova Iguaçu (RJ), com população de 855 mil habitantes e sem coleta de esgoto; Belém (PA) com 1,4 milhão de habitantes e 6% de atendimento com serviço de esgoto; Canoas (RS), que abastece com água 94% da população de cerca de 329 mil habitantes e atende apenas 13% com coleta de esgoto; Rio Branco (AC), com 301 mil habitantes e com tratamento de esgoto de apenas 3%; Jaboatão do Guararapes (PE) com apenas 8% de atendimento de esgoto a uma população de 678 mil pessoas; Ananindeua (PA) com 495 mil habitantes e nenhum tratamento de esgoto; São João do Meriti (RJ), com 0% de cobertura de esgoto e uma população de 468 mil pessoas; Belford Roxo (RJ) com mais de 495 mil habitantes e 1% de atendimento com serviço de esgoto; Duque de Caxias (RJ) com população de 864 mil habitantes sem tratamento de esgoto; assim como Porto Velho (RO) com 0% de esgoto tratado para uma população de 379 mil habitantes, que ocupam a última posição.

Veja abaixo a lista completa dos municípios pesquisados em todo o Brasil e a sua posição no ranking nacional.

Clique na lista para ampliá-la!

Nenhum comentário:

Ocorreu um erro neste gadget