terça-feira, 31 de agosto de 2010

TRANSPARÊNCIA FLORESTAL JULHO DE 2010

Dados do desmatamento na Amazônia em Julho de 2010, segundo o Imazon

Em julho de 2010, o SAD detectou 155 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Isso representou uma redução de 71% em relação a julho de 2009 quando o desmatamento somou 532 quilômetros quadrados.

No acumulado do ano (agosto de 2009 a julho de 2010), o desmatamento atingiu 1.766 quilômetros quadrados. Em comparação com o período anterior (agosto 2008 a julho 2009) quando o desmatamento somou 2.048 quilômetros quadrados, houve redução de 16%.

Em junho de 2010, a maioria (51%) do desmatamento ocorreu no Pará, seguido por Mato Grosso (23%), Rondônia (9%), Amazonas (8%), Acre (8%), e Tocantins (1%).

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2009 a julho de 2010 resultou no comprometimento de 95,6 milhões de toneladas de C02 equivalentes, as quais estão sujeitas a emissões diretas e futuras por eventos de queimadas e decomposição. Isso representa uma redução de 20% em relação ao período anterior (agosto de 2008 a julho de 2009) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento foi cerca de 121 milhões de toneladas de C02 equivalente.

As florestas degradadas (florestas intensamente exploradas pela atividade madeireira e/ou queimadas) na Amazônia Legal somaram 159 quilômetros quadrados em julho de 2010. Desse total, a maioria (57%) ocorreu no Pará, 32% em Mato Grosso, 5% em Rondônia, 3 % no Acre, e 3% no Amazonas.

O Imazon analisou a situação dos 43 municípios “críticos do desmatamento”. De acordo com o SAD, o desmatamento de agosto de 2009 a julho de 2010 nesses municípios foi 631 quilômetros quadrados. Se comparado com o mesmo período anterior (agosto de 2008 a julho de 2009), quando o desmatamento nesses municípios atingiu 1.033 quilômetros quadrados, houve redução de 40% no desmatamento.

Em julho de 2010, foi possível monitorar 79% da área com cobertura florestal na Amazônia Legal.

Nesse boletim, o Imazon apresenta também resultados da verificação dos dados do SAD através de sobrevôos, em parceria com o Greenpeace, e levantamentos de campo conduzidos por técnicos do município de Paragominas.

O arquivo está disponível na íntegra aqui.

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