sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tubarão: A bola da vez!


Fotos: Divulgação/Ibama

Empresa de pesca do Pará é multada por venda ilegal de barbatanas de tubarões

Armazém de empresa em Belém guardava 3 toneladas de barbatanas.


A Sigel, uma das principais empresas exportadores de barbatanas de tubarões no Pará foi multada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em R$ 200 mil. A empresa teria comercializado 75% a mais de barbatanas do que o permitido.
No armazém da empresa em Belém os fiscais encontraram 3 toneladas de barbatanas e nenhuma carcaça de tubarão.Com base nessa denúncia, a ONG Instituto Justiça Ambiental entrou com uma ação contra a empresa pedindo uma indenização bilionária.
“A gente espera um efeito pedagógico que iniba outras empresas a fazer essa captura ilegal de tubarões”, diz Cristiano Pacheco, advogado da ONG.
Segundo a ONG, as 21 toneladas de barbatanas exportadas pela empresas e as 3 toneladas apreendidas representam a matança de 280 mil tubarões em pouco mais de um ano.

Comércio ilegal aumenta
Pescadores brasileiros têm cada vez mais matado tubarões para vender as barbatanas. Eles retiram a parte do animal e jogam o resto no mar. Mutilado, o animal, não tem chance de sobreviver. Imagens feitas pela ONG Sea Shepherd (pastores do mar) mostram centenas de tubarões morrendo, vítimas do comércio de barbatanas.
“O pescador acaba entendendo que é muito melhor carregar a barbatana do que o tubarão inteiro porque o resto do tubarão tem em média o preço de R$ 3 na venda e a barbatana chega a R$ 88”, diz Leandro Aranha, chefe da Divisão de Fauna e pesca do Ibama.
Os maiores compradores de barbatanas são os chineses, já que os orientais acreditam que as barbatanas têm poderes afrodisíacos.
No Brasil, o Ibama só autoriza o comércio de barbatanas se o pescador trouxer junto o resto do tubarão, mas a pesca ilegal tem aumentado.

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